
A Associação Teatro Experimental de Lagos apresenta:
“Teatro Fórum”
exercício teatral dos alunos do Projecto Naia
a partir de pesquisa e criação colectiva
em homenagem a Augusto Boal
“Todos os seres humanos são atores – porque atuam
e espectadores – porque observam. Somos todos ‘espect-atores’.”
20 Junho 2009 (sábado), 21h30
Sala Polivalente do Espaço Jovem de Lagos
Entrada livre. Admission is free.
Sinopse / resumo: A partir do estudo dos conceitos de “teatro invisível” e de “teatro fórum” de Augusto Boal, os alunos do Projecto Naia propõem um espectáculo diferente, interactivo e analítico, em que o público decide sobre o que acontece no palco, passando a ter o duplo papel de espectador e actuante no acto dramático.
Apoios: Espaço Jovem de Lagos e Câmara Municipal de Lagos
+ info » http://www.ajtel.org/formacao/projecto-naia/
Como chegar ao Espaço Jovem de Lagos? info em http://www.ajtel.org/contactos/
Tags: Augusto Boal, Espaço Jovem de Lagos, Nelda Magalhães, Projeto Naia

A obra de Boal está traduzida em mais de 20 línguas e o The Guardian considerou-o tão importante como Brecht
Todos podemos fazer teatro. Todos podemos ser personagens das nossas próprias vidas. Era nisto que acreditava o dramaturgo brasileiro de ascendência portuguesa Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido, que morreu dia 2 de Maio de 2009, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.
Embaixador da UNESCO para o teatro e nomeado em 2008 para o Prémio Nobel da Paz, Boal tinha uma leucemia e morreu de insuficiência respiratória no Hospital Samaritano.
Para os brasileiros e os amantes do teatro e da promoção da igualdade entre os homens, Boal “deixa uma marca que jamais será esquecida”, afirmou o presidente brasileiro, Lula da Silva, para quem o dramaturgo era “o exemplo de um companheiro que dedicou a sua vida à transformação social por meio da arte”.
Numa das últimas entrevistas que deu – à Carta Capital -, Boal defendia que, “hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores”. Na sua opinião, “o que a televisão oferece é um crime estético”. Afirmava: “E ainda acham estranho que alguém saia matando quinze pessoas de uma só vez. O cérebro das pessoas está impregnado dessas imagens. As rádios também repetem o mesmo som o tempo todo. Sem falar no tecno, que desregula até marca-passo, e é pior que ouvir gente quebrando tijolo em construção. O que a gente quer, no Teatro do Oprimido, é lutar nestes três campos: palavra, imagem e som.” Continue reading “Sobre Augusto Boal”
Tags: Augusto Boal